Gratidão pelo dom da vida que me concedeu e por sua infinita bondade por permitir a possibilidade do aprendizado pelas minhas escolhas, além de estar ao meu lado quando mais precisei, sem soltar a minha mão.
Mesmo no silêncio, sinto seu amor por mim, além de saber que, por vezes, permite um mal menor para que o pior não venha ao meu encontro, sabendo que, por teimosia, se quer a vontade própria mais do que aquilo que tens preparado a mim.
Quantas perguntas gostaria de fazer — e será que conseguiria entender o que tens preparado pra mim? Por vezes é melhor se manter na ignorância do que ter consciência e lidar com as consequências. Afinal, quando se conhece as regras de forma clara, é impossível negá-las.
Ainda assim, sigo tentando compreender os sinais que me envia. Pela beleza de um pôr do sol podendo se tornar mais bonito por trazer um significado simples e profundo num dia difícil, o silêncio que acalma em meio ao caos ao ouvir a música que me traz a sua presença, ou até mesmo aquela presença inesperada que surge para aliviar a dor como se estivesse sendo abraçada pelo vento sussurrando em meus ouvidos coisas que só o meu coração possa entender — são toques sutis de tua mão, que me fazem lembrar que não estou só.
Talvez o sentido da fé esteja exatamente nisso: confiar mesmo sem entender, seguir mesmo sem enxergar, mas crendo que o impossível pode se tornar possível quando vislumbro a sua vontade sobre a minha.
Não nego que em alguns momentos me questiono, fico sem respostas por querer que tudo aconteça da forma que imaginei, sem confiar que a sua promessa é bem melhor do que um dia eu já pude imaginar.
E aprendi que até o silêncio é a resposta, e que a dor pode ensinar mais do que mil palavras, uma vez que “me tira da zona de conforto”. Nessa terra, a jornada nem sempre é leve, mas aos poucos percebo que o peso que carrego me ensina, me fortalece, a ser mais compreensivo com os outros e comigo mesmo sem exigir perfeição, pois sou um ser falho, mas capaz de me tornar melhor com cada experiência adquirida.
Dito isso, nesse momento não venho pedir, mas agradecer. Isso mesmo, pela força para me manter em pé, na mão estendida nas quedas, por vezes me tornar luz quando a escuridão teima em querer me abraçar e por cada recomeço que me concede a cada manhã.
Que eu continue caminhando com humildade, coragem, fé, confiando em seus planos mesmo quando pareçam distantes, afinal enquanto houver vida, eu aprenda a amar mais como reflexo da Tua presença em mim.
Em noites silenciosas, encontro a lua e converso com ela. Pergunto-lhe sobre o tempo, aquele tempo que parece tão lento quando o amor ainda não chegou. A lua, com sua luz calma e paciente, me responde com serenidade. Diz que o amor verdadeiro não é apressado; ele é uma estrela rara que se revela apenas para aqueles que sabem esperar, que atravessam as sombras da solidão com coragem e fé.
Ela me conta que, embora o amor demore a chegar, quando finalmente desce até nós, é como um raio de luar que invade a noite mais escura: intenso, quente, e capaz de iluminar até os recantos mais escondidos do coração. Esse amor não se desgasta com o tempo, mas se fortalece, se torna um farol, uma chama que aquece e que transforma, fazendo cada momento de espera valer a eternidade.
O coração, antes frio e inquieto, se aquece com essa luz que a lua tão bem conhece, porque entende que o verdadeiro amor não precisa de pressa, mas de presença, de entrega sincera e de coragem para se mostrar na sua forma mais pura. E, nessa conversa íntima com a lua, aprendo que a espera é parte da beleza, do mistério e da força desse sentimento que nasce para iluminar e transformar.
A lua então volta seu brilho para mim e, com uma voz doce e profunda, declara: “Meu amor é como a noite que te envolve — constante, silencioso e fiel. Mesmo quando não me vês, estou lá, iluminando teu caminho, te guiando na escuridão. Eu sou a luz que nunca se apaga, o abraço silencioso que aquece tua alma, o amor que chegou para ficar, para fazer do teu coração um lar.”
Sinto então um calor profundo crescer dentro de mim, e digo com a alma aberta: “Eu aceito teu amor. A tua luz atravessa minhas sombras, tornando-as luz também, e renovando minhas energias. Que essa conexão seja a promessa de que a espera vale sim a pena. Afinal, tudo que é verdadeiro demanda tempo, dedicação, além de ser um processo profundo de decisão — de quem escolhe sentir com verdade, e não por conveniência.”
E então completo, com um sorriso sincero:
“Oh lua, minha amiga, sua sinceridade me traz paz e faz com que eu volte a acreditar no que mereço. Então hoje te digo: aceito, recebo e agradeço por me abraçar silenciosamente, por compartilhar comigo a sua luz e as estrelas que contigo compartilham o céu. Que nosso encontro, sob tua luz prateada, seja o começo de uma história onde o amor é eterno, sincero e verdadeiro.”
Na atualidade, o ser humano tem vivido como se não houvesse mais tempo e estivesse sempre atrasado para algo ou para alguém. Isso se deve ao excesso de atividades, bem como às inúmeras informações disponíveis, além da dependência gigantesca pelos meios digitais, incorporada ao dia a dia.
A mente vive num fluxo intenso, com muitas opções a serem exploradas de forma frenética. Consequentemente, o ser humano perdeu a capacidade de silenciar a mente de forma espontânea. Se parar para pensar, a mente, mesmo cansada, insiste em continuar no mesmo ritmo — por acreditar que faz sentido e, talvez, pelo simples hábito. Refletindo friamente, quando vai dormir, ainda assim insiste em estar presa à tela; com isso, o sono acaba sendo inquieto, sem o descanso necessário.
Já imaginou se desligar do mundo? Buscar lugares onde possa se reconectar com o silêncio, ao ponto de isso se tornar algo comum e fácil de ser acessado, mesmo quando estiver novamente inserido na rotina caótica? É possível que, no início, seja algo desconfortável e custoso, mas, com o passar dos dias, pode se tornar leve e até mesmo prazeroso. Afinal, tudo é questão de costume.
O ser humano é capaz de se adaptar a inúmeros cenários; basta dar o primeiro passo e não desistir de se reconectar, ao ponto de os ruídos serem desligados sem que isso o tire do eixo tão facilmente.
Dito isso, tente lembrar da época em que os telefones eram fixos, quando se ouvia música em aparelhos específicos e a televisão era usada como fonte de informação, bem como de descontração. Reaprender a ter paciência para esperar o tempo necessário das coisas — e o tempo de cada pessoa — é capaz de desacelerar um pouco essa sensação de que o tempo está a voar como uma ventania incontrolável.
Quantas vezes você “comprou” a ideia dos outros sobre si mesmo? Sendo que você nunca se enxergou como os olhos alheios tanto tentaram e ainda tem te “pintar” para o mundo. Quantas vezes se deixou para depois por acreditar que tenha a obrigatoriedade de cuidar dos outros? Mas, diz aí quem vai cuidar de você? É muito fácil falarem para cuidar dos outros por quererem te imputar uma obrigação que cada um tem consigo mesmo. Quando você precisar quem vai te estender a mão? Pois é! Todos querem dar palpite na vida do outro e esquecem de olhar para o próprio umbigo.
A partir do momento que você reconhece os seus valores, sua luz e sua escuridão, podem os outros quererem te julgar, dar palpite, encher a paciência, mas nesse exato momento como você sabe quem é, nem dará ouvidos. Pode perguntar: É fácil chegar nesse nível? Pra ser sincera, é um processo diário e vai ter dia que você vai querer desistir, não querer refutar o que falam de você. E não precisa se justificar pra quem não liga para a verdade, mas prefere alimentar a própria opinião para denegrir o seu semelhante.
Então diz aí: Vai continuar dando atenção a quem não merece? Quem prefere alimentar sentimentos ruins, denegrir o outro ao invés de focar em se melhorar?
Reflita: Não é possível controlar o que os outros dizem nem fazem e muito menos o que pensam a nosso respeito. Dito isso, foque em se tornar quem almeja, se cuide, estude, foque no que realmente importa, pois quem quiser estar ao seu lado vai entender o seu jeito peculiar de ser, suas virtudes e suas falhas sem querer te moldar como se fosse um boneco ou uma “peça” que possa ser moldada ao seu bel prazer.
Em algum momento de sua trajetória, você saberia dizer em qual situação conseguiu realizar a conexão sagrada com o divino? Será que foi quando chorou em seu quarto? Ou quando conseguiu fazer algo que acreditava não ser possível?
Ou será que ainda precisa de mais tempo para realizar essa conexão? Ninguém, além de você mesmo, será capaz de responder a essa pergunta. Alguns podem lhe oferecer ferramentas que auxiliem, mas ninguém poderá vivenciar aquilo que você tanto necessita.
A partir do momento em que você foca em ser uma pessoa melhor, fazendo o bem de todo coração, por meio de boas palavras e atitudes, você eleva o seu semelhante e começa a agir com leveza, tendo a consciência de que ninguém lhe deve nada — assim como você também não deve nada a ninguém. Partindo do princípio de que cada um dá o que tem, não adianta “espremer” e esperar que saia algo diferente daquilo que a pessoa é capaz de oferecer.
De que forma você pode explorar a conexão com o sagrado? Que tal, começar a escutar de verdade, sem aquela sensação de escutar para responder. É importante, treinar os ouvidos bem como a mente para silenciar o barulho do mundo em nós ao ponto de permitir que a voz interior sobressai sobre as coisas e situações. Se você pensar que da mesma forma é capaz de criar uma situação crítica, sua mente é capaz de encontrar uma solução, mas para isso é necessário ir com calma.
No seu dia a dia você vai ser capaz de sentir a conexão divina em sua vida, por meio do sorriso de uma criança, felicidade das coisa simples da vida, dançar sem se preocupar, ouvir músicas que te elevam. Certo dia, disseram: seja como a água, ela “não briga” com os obstáculos, ela os contorna. Dito isso, é primordial agir racionalmente, deixando um pouco de lados a emoção para evitar coisas desnecessárias.
De hoje em dia, reconheça o valor de sua própria jornada, não se compare, não ouça pessoas que não tiveram a coragem de “sair da zona de conforto”, de se jogar no novo e principalmente acredite em si mesmo, pois seu maior motivador é VOCÊ.