A partir do momento em que você pensa e visualiza, de um modo quase surreal, o Universo entende que já existe uma nova realidade nascendo dentro da sua mente. Essa nova realidade é fortalecida pelo sentimento que você passa a nutrir em sintonia com ela. Pensamento e emoção, quando alinhados, se tornam um chamado silencioso que move as engrenagens do invisível.
Com certeza, em algum momento da sua vida, alguém já deve ter dito: "Cuide do seu jardim para que as borboletas venham até você." À primeira vista, essa frase pode parecer supérflua ou desconexa. No entanto, ela carrega uma mensagem profunda e coerente: quando você se cuida, compreende sua própria energia e passa a vibrar em harmonia com ela, as coisas começam a fluir de maneira mais leve e natural. Você deixa de correr atrás e começa a atrair.
Nesse processo, você para de buscar apenas o que está fora e começa a nutrir o que está dentro. Percebe — e acredita — que tudo o que é seu te encontra quando você está pronto para receber. Já imaginou Deus te entregar aquilo que você tanto deseja e você não estar preparado? Poderia acabar perdendo tudo por não ter estrutura emocional ou espiritual para sustentar o que pediu. Fé sem preparo é como receber asas antes de aprender a voar.
Por isso, é essencial cuidar de si mesmo, focar no crescimento interior, rever seus passos — não para se julgar ou se martirizar, mas para reconhecer que tudo o que passou teve um propósito. Cada experiência carrega uma lição, e essa lição precisa ser compreendida e internalizada, a ponto de não permitir que o mesmo ciclo se repita. A cura começa quando a consciência desperta.
Como dizem: a vida é uma professora implacável — ou você aprende pelo amor, ou pela dor. E, por favor, escolha aprender pelo amor. Esse caminho é mais leve e o processo se torna mais rápido. Já a dor, muitas vezes, te arrasta até o fundo do poço, forçando você a se reconstruir do zero, abandonando tudo o que acreditava saber até então. Mesmo assim, a dor também ensina, e Deus não desperdiça sofrimento.
A vida é um campo fértil onde tudo o que você planta — pensamentos, sentimentos, atitudes — mais cedo ou mais tarde, floresce. Por isso, cuide da sua energia como quem cuida de um templo sagrado. Mantenha sua fé firme, mesmo quando nada parece fazer sentido. Deus, o Universo, ou aquilo em que você acredita, não se esquece de quem caminha com o coração sincero. Tudo chega no tempo certo, nem antes, nem depois. O segredo está em confiar no invisível enquanto trabalha no visível, dia após dia, com coragem e propósito.
Lembre-se: você é parte de algo muito maior. Não está aqui por acaso. Cada passo, cada desafio, cada silêncio carrega uma mensagem divina. Quando você se alinha com a sua essência e permite que a luz do seu espírito guie seus caminhos, a vida deixa de ser uma luta e passa a ser uma dança com o destino. Caminhe com fé, plante com amor e espere com paciência — porque o que é seu, já está a caminho.
Com certa frequência, a vida nos surpreende com um vendaval, ele chega sem aviso, sem pedir licença, varrendo certezas, tirando tudo do lugar, espalhando o que antes parecia seguro. A primeira vista, é desconfortável, gera dor, assusta e faz parecer que estamos perdendo o controle. Mas, com o tempo — e com fé —, a gente entende: Deus não permitiria o vendaval se não fosse o momento de mudar alguma coisa e é importante lembrar que Deus por vezes permite um mal menor para evitar o mal maior.
Se olhar por uma perspectiva positiva, há bagunças que só o vento forte é capaz de resolver, pois há estruturas que só caem quando sacudidas por serem construídas em terreno poroso ou de forma superficial. E há verdades que só aparecem quando tudo o que era falso desaba e por mais difícil que seja, o vendaval tem um propósito sagrado: remover o que já não serve mais para abrir espaço ao novo. E esse novo, muitas vezes, não chega com delicadeza — chega com alta intensidade, porque precisa quebrar resistências que criamos com o tempo, por padrões internalizados em toda a nossa fase de vida devido ao meio que estamos inseridos.
Quantas vezes seguramos coisas que já perderam o valor? Relações que já não nos fazem bem, ideias que nos limitam, medos que nos paralisam... Por medo do desconhecido ficamos tentando manter tudo no lugar, por hábito, por comodidade. Deus, em sua infinita sabedoria, conhece o que há no fundo do nosso ser, nosso coração, nossa alma e quando Ele sopra o vendaval, é porque chegou a hora de crescer, uma bagunça que vem com propósito mesmo que não seja possível enxergar no primeiro instante.
Nem todo caos é castigo, mas sim cuidado e porque não dizer é libertação. O vendaval que te assusta hoje pode ser o mesmo que, amanhã, te fará respirar mais leve. Porque ele limpa. Ele varre as folhas secas, abre espaço na alma, sacode as estagnações e te obriga a se mover. E esse movimento, mesmo doloroso, é vida. É graça. É recomeço.
Deus não quer que você viva cercado de coisas que te levam a morte. Ele permite o vento para que as janelas se abram, para que a luz entre, para que você perceba o que realmente importa e não perca mais tempo com aquilo que te afasta do seu propósito. O vendaval te mostra que não dá mais para viver no piloto automático, como se fosse uma máquina que não sente, não tem escolhas e ao carregar o peso do que já não existe mais. É tempo de soltar, de carregar para o futuro apenas o que faz sentido e te faz sentir.
Então, se tudo está sendo revirado, respire fundo. Não lute contra o vento. Em vez disso, pergunte a si mesmo: o que em mim já não serve mais e precisa ir embora? O que não é meu e eu insisto em carregar comigo? Porque o vendaval não destrói o que é sólido, ele só leva embora o que já não estava firmemente enraizado, em outras palavras aquilo que foi cultivado de forma superficial.
E quando o vento passar rapidamente ou lentamente — porque ele sempre passa de um jeito ou de outro— você vai perceber que sobrou apenas o essencial, o que é verdadeiro, o que é seu. E será nesse chão limpo, renovado, que o novo poderá fazer morada. O vendaval não vem para te punir, mas para te preparar. E toda alma preparada é morada de mil promessas prestes a florescer.
Desprender-se do que não serve mais é um ato de coragem, mas também de amor-próprio. Afinal, ao renunciar do que já cumpriu seu papel, você permite que a leveza ocupe o lugar do peso. Aquela roupa que você não usa mais, aquela lembrança que só traz dor, aquele vínculo que já não tem mais troca... tudo isso carrega energia. E energia estagnada, quando não é liberada, adoece os espaços, o corpo e a alma. Quando você se desfaz com consciência, você liberta não só o objeto ou a situação — você se liberta também.
Essa liberação é um processo de transmutação: o que antes pesava, agora se transforma em espaço. O que ocupava sem sentido, agora dá lugar à paz. Quando o físico se organiza, o espírito responde. É como se o próprio ar ficasse mais leve, como se a casa interior ficasse calma. E, nesse respiro, algo mágico acontece: você se reconecta com quem realmente é, sem as amarras do passado, sem as âncoras do medo. O vendaval vem, sim, mas para te devolver o sopro da vida.
ABRACE O NOVO, SEM MEDO, SEM RESERVAS.
No momento da comunhão, quando é partilhado com os fiéis o corpo e o sangue de Cristo, realiza-se muito mais do que um rito religioso: trata-se de um alimento para a alma, uma purificação do espírito. Alguns podem enxergar esse ato como algo simbólico ou rotineiro, mas, com todo respeito, é preciso dizer — trata-se de um dos gestos mais sagrados que existem. É a união da alma humana com o divino, em outras palavras, um encontro entre o que é terreno e o que é eterno.
Em outras tradições espirituais, essa mesma conexão acontece de formas diferentes, mas com a mesma essência: alimentar o espírito com a energia mais pura, por meio da oração, do silêncio, da palavra, dos cânticos ou de momentos de meditação profunda. Em suma não importa a forma, mas sim a intenção afinal, quando há sinceridade no coração, o sagrado responde, nós nos abrimos a essa presença, mais a nossa vibração se eleva.
A partir do momento em que você começa a olhar para dentro — para o seu íntimo — e ressignifica tudo aquilo que pesa, aquilo que ainda é fonte de dor, desconforto ou confusão por meio da forma íntima, as coisas começam a fluir de forma mais leve. O que antes era sofrimento, agora se transforma em aprendizado, o que antes era sombra, se revela oportunidade de cura. Vale lembrar que o espírito, quando alimentado, começa a guiar os seus passos com mais sabedoria, afastando o medo e abrindo espaço para a fé, esperança.
Ao escolher alimentar o espírito é bem provável que a verdadeira força não vem de fora, mas sim de dentro, pois a conexão com aquilo que é eterno, invisível aos olhos terreno e claro à alma. É nesse lugar silencioso, dentro de si, que Deus habita — não com imposições, lugar este que nos concede a sensação de amor, compreensão e sentir a presença, nos sentimentos acolhidos e quanto mais você silencia o barulho do mundo, mais consegue escutar a voz do Alto falando ao seu coração, além de reconhecer a sua essência divina transpondo a matéria.
Alimentar-se espiritualmente é lembrar todos os dias que você não está aqui por acaso e que há um propósito maior guiando cada experiência, cada encontro, cada dor e cada cura, além de entender que as batalhas da alma não se vencem apenas com esforço, mas com entrega de corpo e alma. E que nada do que é sagrado se impõe — o sagrado se oferece, se compartilha, se vive por meio da leveza, da clareza de pensamento e nas ações.
Diante de tudo isso, é importante fazer a escolha de nutrir seu espírito com tudo aquilo que eleva: a oração sincera, a gratidão silenciosa, o perdão que liberta, a palavra que acolhe, o silêncio que cura. Essa é a verdadeira comunhão: quando o ser humano se une ao divino dentro de si, e passa a caminhar em paz com a vida, com o outro e consigo mesmo.
Porque, no fim das contas, alimentar o espírito é lembrar que você é mais do que carne e osso — você é luz, feito a semelhança de Deus, mesmo assim em sua imperfeição terrena é capaz de evoluir espiritualmente, como ser humano e toda luz, quando bem alimentada, ilumina caminhos não só para si, mas também para os que estão ao redor e isso, por si só, já é um milagre.
Quantas vezes ergueu os seus olhos para o céu e quis uma resposta? Do nada surgiu um vento “levado” que parecia ter algo a te entregar e ficou sem entender o que poderia ser. Será que sentiu o sussurro do vento querendo te entregar a resposta que desejou por tanto tempo?
Ouça o seu coração, sinta cada batida do seu coração, inspire profundamente para que o seu peito fique cheio de ar e solte lentamente sentindo cada movimento como se fosse único, perceba o seu corpo conversando silenciosamente com você.
O vento “tenta” muitas vezes fazer isso com você, mas por uma pressa insana impregnada em seu íntimo não permite que ele te trague ao importante ao seu Eu Superior.
Às vezes é necessário calar a mente para conseguir ouvir aquilo que teme tanto, pois enfrentar os seus medos é reconhecer que possui fraquezas e mesmo que possa “acreditar” que te torna mais fraco, entretanto, reconhecer seus pontos sensíveis é importante para conseguir torná-los um ponto forte no sentido de que não importa o que os outros possam pensar de sua fraqueza para você isso é sua força motriz para fazer a diferença.
Muitas vezes a vida te dá uma rasteira para tirar tudo do lugar como se tivesse passado um vento muito forte ao ponto de considerar uma ventania ou até mesmo um vendaval, isso acontece para te tirar da zona de conforto, quer dizer que você entrou num “modo de piloto automático” e que se esqueceu do que realmente importa e porque está aqui.
É preciso “esvaziar-se” do antigo para que o novo possa entrar e modificar as estruturas, isso não quer dizer que vai ter que demolir as estruturas, pelo contrário simples significa limpar o terreno e organizar o que precisa, descartando o que não serve e renovando as energias com uma “bela e intensa faxina” mental, espiritual e material.
Que o vento sussurre em seus ouvidos aquilo que você precisa e não aquilo que deseja, pois muitas vezes aquilo que se quer não é aquilo que se merece e acaba se contentando com pouco mesmo quando o que merece está a um passo de ti.
Vento, ventania leve para longe aqui que não serve e ao mesmo tempo traga para perto tudo aquilo que está desejado a te encontrar, afinal o tempo de esperar já se findou, as provas mais duras e intensas cessaram com a sua vitória perante as adversidades.
Quantas vezes já exigiram de você algo que nem mesmo a própria pessoa fez? Pois é, exigir santidade de alguém ou determinada postura primeiramente deve-se olhar para o "próprio umbigo", no sentido que você só pode exigir do outro quando você é o exemplo em pessoa ou o mínimo está se "controlando" para minimizar as suas próprias imperfeições.
É comum que as pessoas enfatizem com maior frequência as coisas pejorativas, ao invés de valorizar as coisas boas, um bom exemplo disso são as coisas "mais consumidas" nos ambientes virtuais, onde o algoritmo analisa as suas preferências conforme as pesquisas que realizou por um tempo determinado e tendo a te apresentar apenas conteúdo relacionado e para "reprogramar o algoritmo" é bem possível que vá levar um certo tempo hein, afinal hábitos devem ser transformados diariamente para que não haja mais indução a permanecer de certa forma "na mesma faixa vibratória" que estava ligado anteriormente.
Pode-se perguntar: o que isso tem a ver com o título desta crônica? Pois bem, a partir do momento em que você compreende o que te convêm e que não é mais adequado para permanecer no seu dia-a-dia, você começa a reescrever padrões pré-estabelecidos de forma inconsciente ou até mesmo consciente, ainda que possa acreditar que "quebrar" padrões possa parecer algo simples, rápido e indolor, na prática isso é bem diferente, pois quando que você faz "mecanicamente" como se estivesse no "piloto automático" por ser algo totalmente previsto.
Para exigir algo do outro, seja o exemplo, caso contrário não esquece que seu teto é de vidro e do mesmo modo que aponta o dedo pro outro, ele também está apontado a si mesmo e pode encontrar alguém pelo caminho que não leve "na esportiva" aquilo que está querendo exigir resultando numa resposta tempestivamente de forma que você fique "de saia justa". Então cuidado com aquilo que fala e da forma como age com o outro, já que uma hora pode receber "na mesma moeda".