Teoria das três tentativas
Comumente o ser humano tem um instinto explorador ao qual deseja aventurar-se em novas vertentes bem como buscar caminhos inexplorados para trilhar a sua história, esquecendo de que embora haja o livre arbítrio o divino te concede sinais sutis para te guiar, dizendo se é o caminho certo ou não.
Quando as coisas devem ser é quem tenta atrapalhar nada mais se torna de incentivador para que tudo flua de maneira sutil, leve e tudo se ajeita para que caminhe de forma positiva.
Agora se a primeira tentativa não der certo, vá para a segunda, “recalcule” a rota, busca uma nova vertente, enxergue as coisas por uma nova perspectiva, comece analisar friamente o que pode acontecer, ou seja, mensurando os prós e os contras. Nessa etapa, o divino começa a te pedir para deixar o sentimentalismo um pouco de lado, para priorizar a racionalidade para não “trocar os pés pelas mãos”, isso vale para todos os aspectos de sua vida.
E se ainda sim, as coisas não acontecerem como você quis nessa segunda tentativa, você adquiriu um pouco mais de experiência e começou a enxergar as situações, as pessoas por um novo enfoque. Será mesmo que este é o caminho que se deve seguir? Será mesmo que tanto almeja nesse momento é aquilo que te vai te conceder mais bônus do que ônus?
Reflita nessas perguntas por um certo tempo, se a ideia que idealizou permanece ali se forma mais racionalizada com certeza deve ainda sim tentar mais uma vez. Entretanto, se a resposta as perguntas forem mais negativas do que positivas, que tal rever profundamente o que ser, afinal nem tudo que se quer te convém.
Como bem disse Mario Sérgio Cortella: “Nem tudo o que eu quero, eu posso; nem tudo o que eu posso, eu devo; e nem tudo o que eu devo, eu quero.” Essa reflexão nos convida a repensar de que forma encaramos as oportunidades que a vida nos apresenta. Por muitas vezes, mais importante do que insistir, é saber recuar com sabedoria. Afinal, priorizar a paz vale muito mais do que caçar pêlo em ovo.
No fim, a terceira tentativa talvez seja a mais importante — não apenas por ser uma nova chance, mas por representar o momento de revisitar tudo aquilo que você conhece com uma perspectiva mais elaborada, bem como de se despir de velhas ideias, desapegar-se do que já não faz sentido e se libertar do que apenas te mantém estagnado. Você pode perceber que por vezes o que nos limita é a falsa ideia de que possa não atender as expectativas alheias, mas onde fica as suas próprias por sempre se deixar para depois.
Nessa fase, é preciso coragem para abandonar o confortável e buscar o que, embora desafiador, tem o potencial de te transformar bem como te levar a outra patamar. Ao sair da zona de conforto, este sendo o primeiro passo para chegar a lugares onde você nunca esteve, mas onde talvez sempre tenha pertencido.
E é justamente nesse ponto que mora a grandiosidade da jornada: perceber que, mesmo depois das quedas e incertezas, ainda é possível recomeçar — com mais clareza, mais força e mais fé. A vida não é uma estrada sem contratempos, pelo contrário, ela é sinuosa, pois a cada tentativa é uma chance de amadurecer, redescobrir caminhos e se aproximar, pouco a pouco, do que realmente faz sentido. Simplesmente, confie no processo, nos sinais e, principalmente, em si mesmo.
Lembre-se: Quando é para dar certo até os ventos contrários se tornam aliados.