Sem amarras
Quantas vezes se perdeu por alguém? Por achar que não era bom o suficiente para esse alguém como se ninguém pudesse te amar nem te aceitar por ser quem é. Mas esse alguém só via utilidade, alguém para “passar o tempo” e você se moldando pra caber naquele mundo, para estigar a vontade de terem você por perto.
Aí chegou ao ponto de se apagar pra poder pertencer, se calou pra não perder quem um dia chegou a acreditar que podia te amar, ter consideração por você quando menos fosse merecer.
No fundo, sempre soube, que o preço era alto demais e que se esconder nunca trouxe paz de verdade era apenas a necessidade de ter alguém por perto mesmo que com isso você não mais fosse se reconhecer.
Em determinado momento, a vida te encurralou e te fez enxergar ao ponto de parar de se diminuir pra se encaixar principalmente se anular pra alguém te enxergar, isso nunca foi amor de verdade era a sua dependência gritando alto demais. Porque não dizer que era a máscara que estava acostumado a usar e a vaidade de “sentir-se querido” por alguém que nunca te quis de verdade;
Lembre-se: Quem te amar vai te reconhecer, sem exigir que deixe de ser quem é, com suas qualidades e imperfeições, pois vai exaltar o que há de melhor e entender o teu mundo vibrando com as suas “loucuras” assim consideradas por ser algo fora do padrão “vendido pela sociedade geral”, loucura doce de vibrar com a simplicidade do jeito de ser, ser quem é, sem fingir ser quem ainda não é e muito menos menosprezar
A partir de hoje, opte por viver sem amarras, simplesmente do jeito que acredita fazer sentido pra você, sem se esconder. De uma forma porque não dizer: Livre, leve, inteira, enfim quem quiser que goste de você assim, decida não se prender, nunca mais se encolher, afinal o seu valor ninguém pode definir se você mesmo não souber.
As pessoas nasceram para ser livres com o direito de existir com o seu jeito peculiar de ser, mas sem medir a si pelo modo que o outro decide caminhar. Tudo nessa vida é uma questão de escolha, você pode decidir se encolher para “fingir sentir” e atender as expectativas do outro, mas isso na verdade é se anular, se deixar para depois e deixar de ser protagonista de sua própria história.
E quando a hora chegar quem vai estar contigo quando mais precisar? Se você foi capaz de se anular, quem vai se importar? Dito isso, escolha de verdade, de todo coração, dançar, sentir o que tem direito, sem aceitar migalhas. Firme “suas raízes em solo firme”, tenha ao lado pessoas que realmente estão disponíveis a você, no sentido de te colocar na vida deles sem que você precise “impor a sua presença”, ou seja, respeito o desinteresse de todos, pois quando chegar o momento vão respeitar o seu.